terça-feira, 20 de outubro de 2015

SORRISOS DE PRESENTE



No aniversário de Gabriela, quero compartilhar com quem me dá a honra de ser lido algumas pequenas alegrias da imensa felicidade que é ser pai da Gabriela.

Há exatos 5 anos, eu sequer imaginava o tipo de pai que iria me tornar naquela manhã de outubro, mas eu precisava ser forte, por mim, por Letícia e por Gabriela.

Naquele dia, acordamos muito cedo e, apesar de toda fé e amor em nossos corações, não tínhamos noção do tamanho da tarefa que teríamos pela frente. Na foto, é nítido o nervosismo pré-parto da Letícia.



De minha parte, assim como todo pai sonha com ter pela primeira vez o filho em seus braços. eu não seria diferente e, apesar orientação da obstetra de que isso seria impossível naquele momento, o meu lado emocional nutria esperanças. É claro que isso não aconteceu, mas pela necessidade da situação eu não tinha direito de reclamar, mas estava frustrado, e esse sentimento ficou presente por 15 dias, até que tive a grande surpresa, proporcionado pela necessidade de higiene do berço aquecido da Gabriela, conforme é nitidamente notado na foto.



Naquele momento, eu fiz uma promessa a mim mesmo que eu viveria intensamente para manter o sorriso em meu rosto, e sabia que a única forma disso acontecer era buscar a manutenção do sorriso no rosto da Gabriela.
A partir dessa premissa, no aniversário de 5 anos dela, eu quero compartilhar com quem estiver lendo este texto alguns dos melhores sorrisos de Gabriela. Que eles iluminem um pouquinho o dia de vocês como inundaram minha vida de felicidade.














Esse é o MAIOR PRAZER de ser pai Gabriela

domingo, 16 de agosto de 2015

MEU SOL

Todo o pai acha que seu filho é o maior do mundo. Todo pai transfere seus sonhos e aspirações para seus filhos ou apoia os sonhos dele. Em resumo, todo o pai que se preze, acha que seu filho é seu sol particular. Nesses últimos dias, eu tomei um susto pois descobriram o meu sol. E o pior, o meu sol não é mais só meu, é do mundo todo. E quando falo do mundo todo, é do mundo todo mesmo.

Desde que recebi a honra de acompanhar a minha filha e sermos dois dos representantes do RS PARADESPORTO na TV, a minha vida mudou um pouco. Começa que, ao entrar no estúdio, o músico Léo Magalhães está ensaiando PRIMAVERA do Tim Maia, que é uma música que eu canto para Gabriela desde antes dela nascer, ainda na barriga da Leticia. Naquele momento ela vira pra mi, em sua fiel cadeira de rodas e diz, "PAI, A NOSSA MÚSICA", e me abraça com tamanho amor que eu automaticamente encho os olhos de lágrimas. A partir daí é só emoção até o final do programa.

A partir daí, negar que a vida não mudou seria uma mentira, pois as pessoas te olham de um jeito diferente. Muitos olham com admiração e principalmente, muito carinho. As redes sociais foram a loucura, e tive o cuidado de responder a cada uma das pessoas. Se passou alguém, aproveito para pedir desculpas. E tenham certeza, foram inúmeras lágrimas de felicidade por ler tantas palavras de carinho.

O "pior", na realidade é o melhor, é observar os olhares para Gabriela. Todo mundo irradiado pelo meu sol. Todos energizados pela sua luz, pela sua doçura, pela sua energia. As vezes eu me vejo envergonhado, pois ela chama a atenção por onde passa, e as pessoas acabam perdendo o foco, deixando quem deveria ser a atração sem graça e sem platéia.

Se um dia eu queria que minha filha fosse do mundo, que encarasse ele de frente, hoje eu vejo que na realidade, o mundo está de pé, aplaudindo ela. E, claro, eu também..

Enfim, esse é UM DOS BENEFÍCIOS de ser o pai da Gabriela.

domingo, 17 de maio de 2015

ANJOS

Toda vez que precisavamos, que tínhamos que começar uma etapa ou um obstáculo surgia do nada, sempre um anjo aparecia. Eles nos faziam retomar o  caminho, nos colocavam no prumo. Em alguns momentos, não era possível entender o motivo e, as vezes, demandava um certo tempo, mas sempre aparecia um anjo para nos indicar o caminho certo para avançar na nossa batalha. Esses anjos, as vezes eram pessoas anônimas, outras vezes pessoas da nossa rotina, que um dia eram a benção e no outro se tornavam anjos. Uns ficaram apenas um instante no nosso horizonte, outros passaram algum tempo, alguns permanecem a vida toda. Para todos eles, só temos uma coisa a dizer:

OBRIGADO!

Essa é uma ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO aos anjos do pai, da mãe  e da própria Gabriela

sábado, 25 de abril de 2015

MÁSCARAS

Em meados do segundo semestre de 2012, em uma reunião de avaliação da Gabriela, uma das profissionais envolvidas sugeriu que Gabriela utilizasse uma máscara. Na hora, eu fiquei doido, com uma raiva cega, quase fui as vias de fato com ela. Minha vontade era de cometer uma loucura, uma imbecilidade, já que ela disse que minha filha era feia demais para mostrar o seu rosto para as outras pessoas.

Passado uns 45 dias, minha esposa me comunica que aceitou e encomendou a máscara. Naquele momento, a raiva novamente me subiu a cabeça, mas ela alegou que estava se sentindo pressionada, então ela cedeu, mas não significava que Gabriela iria utilizar aquele objeto tão demoníaco e horripilante.

Foram alguns meses, utilizando a máscara em casa e ambientes que poderiam ser controlados por nós até termos coragem de sair com ela na rua. Foram alguns dias caçando os olhares das pessoas, em busca de um olhar de pena ou pseudo-sofrimento por achar que entenderiam o que Gabriela estava passando. Quando já não buscávamos mais esse tipo de reprovação, em um dia, num Shopping Center daqui de Porto Alegre, casualmente eu vi uma moça lamentando. Na hora, o sangue me subiu a cabeça, pois li nos seus lábios, a pior palavra/julgamento que se pode ter por um ser na face da terra: "COITADINHA". No auge da minha raiva, mas ainda sem perder a razão, só pude proferir, olhando nos seus olhos: "Coitadinha, por quê?". E segui meu caminho, eu, minha filha e a sua máscara, felizes e contentes como se nada tivesse acontecido.

Passado mais alguns meses, conhecemos um outro mascarado e sua fiel escudeira, e realmente começamos a perceber que um outro mundo existia, mesmo usando máscaras. Podíamos realmente brincar, se divertir, dançar, praticar esportes e, principalmente, respeitar e lutar para que as pessoas que não usam máscaras nos respeitem, pois apesar de usá-las,  nós vestimos, nós comemos, nós sentimos e nós existimos.

Se um dia eu tive medo ou vergonha de ver uma pessoa de máscara, não pelo objeto em si, mas por achar que eu compreendia como ela estava se sentido, hoje eu digo: quer saber como é realmente, vista a máscara. Essa é a minha família experimentando coletivamente usar e ver os outros usarem máscaras.



Esta é uma PEQUENA LIÇÃO que o pai da Gabriela aprendeu com três pessoas que eu respeito e admiro muito. Obrigado Bibiana Silveira, obrigado Cintia Florit  e obrigado Luiz Portinho, mas principalmente obrigado meu holofote, meu sol, OBRIGADO GABRIELA.

sábado, 15 de novembro de 2014

BRINQUEDOS

Gabriela tem um monte de brinquedos, alguns favoritos, outros nem tanto. Brinquedos abduzidos da casa de amigos, como o Odie (personagem recorrente dos quadrinhos do Garfield) de pelúcia, outros recebidos de presente e ainda maiores que ela, seja a linda Marieta ou a Emilia, duas bonecas. E alguns ainda tem uma história particular.

Filó
Antes dela nascer, fomos ao centro comprar umas coisas para Gabriela. A Letícia ficou tão louca com uma centopéia toda colorida de pelúcia que não sossegou enquanto não trouxe ela para casa. Cabia a mim dar nome a nova moradora. O primeiro nome que me veio a cabeça foi FILOMENA, vulgo Filó. O curioso é que nunca vou saber o porquê desse nome, pois não conheço ninguém que se chame assim. Não é que Gabriela realmente se afeiçoou a Filó, a ponto de dormir todos os dias ao lado. Como ela tem o hábito de abraçar os bichos, invariavelmente eles acabam em baixo da axila dela. Como resultado disso, Filó ganhou um sobrenome, "SUVAQUENTA".


Marreco
Outro membro bem peculiar da família é um macaquinho de pelúcia que vai no analista toda a semana com crise de identidade. Para contextualizar, em 2012, estávamos em Florianópolis, quando minha esposa comprou o brinquedo para ela. Ela foi comprar um presente para outra criança e acabou levando o macaco para Gabriela. Algumas horas depois, na pousada onde estávamos hospedados, pergunta-se para a Gabriela qual vai ser o nome do macaco. Ela, sem pestanejar diz: "MACACO". A Letícia tenta explicar que o brinquedo é um macaco e que ela poderia colocar um nome diferente. A mesma resposta se repetiu mais umas duas vezes, até que ela foi convencida de que "macaco" não era um bom nome. Pois bem, aí ela solta a pérola, impossível de novamente negociar uma mudança de ideia, alegando que o nome escolhido era o nome de outro bicho, e o pior, não sabíamos de onde ela tinha tirado aquele nome. E o nome do macaco ficou Marreco. Agora vocês imaginem a crise de identidade, é marreco ou é macaco, é ave ou mamífero. Resultado: tive de levar o animal ao psicólogo.

E essa é mais uma GOSTOSA LEMBRANÇA do pai da Gabriela.

Agora

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

LEÕES

Segundo uma antiga fábula africana, os leões guerreiros não se sentiam confortáveis de receber seu berimbau de presente, instrumento que lhe conferia nobreza e respeito. Para eles, era preciso conquistar essa honraria. E mesmo depois de alcançar esse privilégio, era necessário manter uma atitude digna de tamanha distinção. 

Por outro lado, os mesmos leões guerreiros ficavam extremamente satisfeitos e lisonjeados quando seus filhos eram agraciados e tinham o direito assegurado de seguir no mesmo caminho, sendo presenteados com o berimbau pelos leões mais antigos e experientes. Era sinal de agradecimento e que o leãozinho estava seguindo os passos dos pais. Claro que também é uma responsabilidade, tanto para pais como para filhos, já que essa era uma maneira de manter a tradição e os valores que o berimbau representava.

Dentre muitas facetas na minha vida, uma delas é a de usar o leão e o berimbau como símbolos, e de honrar o "pé" do berimbau, onde o combate normalmente começa e termina, dependendo do adversário. O que eu não esperava, é a alegria que meus irmãos de capoeira me deram esse final de semana que passou, proporcionando uma alegria tão intensa quanto o sorriso da minha guerreira ao ser honrada com o leão e o berimbau. O brilho dos seus olhos e a luz dos seu sorriso, só não são maiores que os meus hoje, e só serão superados quando um dia puder realizar o sonho de jogar capoeira com a minha Gabriela.


Essa é uma GRANDE VITÓRIA do pai da Gabriela e dela também.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

RESILIÊNCIA


Antes de começar o texto, peço que peguem seus dicionários ilustrados e procurem a palavra RESILIÊNCIA. Se não estiver a foto de Gabriela ao lado da palavra, mandem de volta para as editoras e peçam um atualizado.

Resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade do indivíduo de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas. A resiliência se trata de uma tomada de decisão quando alguém depara com um contexto entre a tensão do ambiente e a vontade de vencer. Essas decisões propiciam forças na pessoa para enfrentar a adversidade. A resiliência como uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para enfrentar e superar problemas e adversidades.

fonte: wikipédia

De minha parte eu tive o prazer de aprender esse conceito na prática com a nossa guerreira. Sinceramente, a sinergia entre a gente e a Gabriela é tanta, que ela motiva a gente a ter força de vontade para resistir a todas as provações e as diversas batalhas que passamos até agora.

Para se ter uma ideia, na primeira cirurgia após estar em casa, lá no longínquo janeiro de 2012, depois de um procedimento de 4 horas usando tubo de oxigênio, ela desperta, bate palmas, atira beijo para a equipe médica e pede colo. O detalhe desse caso é que a cirurgia era para tentar impedir que o cerebelo entupisse o canal medular o que poderia ter graves consequências. O procedimento foi tão complicado quanto a serenidade dela pode transmitir na foto.


Na segunda cirurgia, em julho do mesmo ano agora para soltar as raízes medulares que estavam presas nos ossos da região do sacro, ela reagiu tão bem no pós-operatório que saiu do hospital dois antes do previsto, conforme  o sempre presente sorriso demonstra.



Na terceira cirurgia, essa ortopédica e em janeiro desse ano, antes de entrar para a sala de preparação, ela estava fantasiando que iria para um concurso de princesas e depois da mesma, na sala de recuperação, ela estava tão preocupada em ir embora que pediu ao médico que deixasse ela olhar o desenho enquanto tomava o achocolatado dela.



Mas tudo isso é uma preparação para a maior etapa, a que realmente começou em setembro. Chegou o tão esperado tutor. No começo, como sempre, Gabriela foi resistente, chorou na penúltima prova, se agarrou em mim na prova definitiva. Começamos um trabalho de adaptação e em poucos dias, apesar dos resmungos normais, ela estava usando o aparelho. Algumas sessões de terapia e, no dia do aniversário da minha guerreira, compartilho com vocês uma pequena parte do que é ser presenteado com essa verdadeira força da natureza.





E essa é apenas uma pequena parte da GRANDE AVENTURA que é ser pai da Gabriela